sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mídia capciosa?


Com o intuito de informar, educar e entreter, a mídia, de maneira geral, já foi alvo de diversas polêmicas.

Muito já se discutiu a seu respeito, e, ao tocar nesse assunto, corre-se o risco de ser acusado da tão condenável censura – palavra delicada devido à forte repressão sofrida no país nos tempos de ditadura e que sempre é empregada com o intuito de trazer mais força e mais adeptos às mais diferentes causas.

Mas será que a mídia realmente exerce suas funções fundamentais? Até que ponto o uso de momentos dramáticos para autopromoção é aceitável?

Muitas vezes, a imprensa se utiliza de representações sensacionalistas e estereotipadas, que podem ocasionar, no mínimo, uma má percepção do ambiente e da realidade em que se vive.

Além disso, para supostamente conseguir maior audiência ou aumentar o consumo de determinado produto, cada vez mais, ela se vale de elementos negativos, como a violência e a apelação sexual, que se tornam naturais, banalizados, mas que, ainda assim, são prejudiciais.

A “cobertura” da morte de Muammar al-Gaddafi (seu nome pode ser escrito de várias maneiras diferentes por causa da dificuldade da transliteração da língua árabe e da pronúncia regional da Líbia) exemplifica claramente esse aspecto (e foi o que motivou a escrita deste texto). Jornais, televisivos ou não, portais da internet, revistas, enfim, a imprensa em geral apresentou, incessante e insistentemente, não só descrições detalhadas do caso, como também fotos e vídeos do acontecimento entre seus principais destaques.

Momentos assim dramáticos são insistente e extenuantemente explorados, com direito a plantões especiais em qualquer horário do dia e sem qualquer aviso – será que, por exemplo, a faixa etária do público não é relevante?

O nato direito de informar, tão alegado (já que a imprensa é sim uma ferramenta para auxiliar a população a compreender e investigar aquilo que ocorre no país, no planeta, no universo), é suficiente para justificar a exposição, muitas vezes inadequada ou indesejada, a cenas deprimentes e escabrosas?

E quanto ao não tão alegado assim dever de selecionar o conteúdo a ser apresentado, bem como a forma de fazê-lo, pensando em seu público?

Só que esse mesmo público acaba por ser cúmplice desse tipo de prática inadequada e prejudicial – se não houvesse apoio, na forma de audiência, os meios de comunicação precisariam se reinventar, adequando-se às novas exigências.

Sendo assim, por mais ingênuo que pareça, é necessário que a sociedade abandone a passividade e interfira, exigindo maior qualidade da mídia a que tem acesso.

E você, está satisfeito com a mídia atual? Qual a sua opinião sobre o assunto?

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