sexta-feira, 18 de novembro de 2011

As Esganadas – Jô Soares

Caronte, dono da conceituada funerária Estige, vive atormentado pela mãe desde sempre - deve até seu nome (na mitologia grega, Caronte é o barqueiro que leva almas pelo rio Estige, fazendo a travessia entre o mundo dos vivos e dos mortos) ao humor discutível de Odília. Seu pai sempre vivera sob o domínio autoritário da mulher, e, por conta disso, ao completar 50 anos, suicida-se, deixando a funerária para Caronte.

Caronte nunca quis tomar parte nos negócios familiares - apaixonado pela música clássica (aprendeu a tocar piano de ouvido), queria ser maestro. Sua mãe, é claro, proibiu. Ela, que era gorda, também proibia o filho de comer doces e controlava sua alimentação, com receio de que ele ficasse como ela. Caronte a odiava.

Então, decidiu matá-la.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os Espiões – Luis Fernando Verissimo


Formei-me em Letras e na bebida busco esquecer. Mas só bebo nos fins de semana. De segunda a sexta trabalho numa editora, onde uma das minhas funções é examinar os originais que chegam pelo correio, entram pelas janelas, caem do teto, brotam do chão ou são atirados na minha mesa pelo Marcito, dono da editora, com a frase “Vê se isso presta”.

domingo, 6 de novembro de 2011

A Tormenta de Espadas – George R. R. Martin

Kafka afirmou que precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos entristeçam profundamente, como a morte de alguém a quem tenhamos amado mais do que a nós mesmos, como ser banido para florestas isoladas de todos, como um suicídio. Que um livro deve ser o machado para o mar enregelado que temos dentro de nós.

“As Crônicas de Gelo e Fogo” sem dúvidas tem essa capacidade. É impossível ler qualquer dos volumes já lançados da série e permanecer impassível.

ATENÇÃO: a partir daqui contém spoiler para quem não leu o volume anterior da série.

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