sábado, 14 de julho de 2012

The Wonderful Wizard of Oz – Lyman Frank Baum


Dorothy vivia com Tio (Uncle) Henry e Tia (Aunt) Em numa fazenda no Kansas - um lugar completamente cinza. A casa, as árvores, a grama... até os tios da menina eram dessa cor-sem-cor. Somente Toto, um cachorrinho, é que não era cinza e salvou Dorothy de se tornar dessa cor também.

Certo dia, um ciclone atinge o local, levando a menina e o cachorro até a desconhecida e fantástica Terra de Oz (Land of Oz). Então, acompanhamos Dorothy em sua aventura pela estrada dos tijolos amarelos (yellow brick road) em busca de uma forma de voltar à sua terra natal.

Em sua jornada, a dupla passa por diferentes lugares, cada um associado a uma cor única, assim como a terra de origem de Dorothy. O leste, onde vivem os Munchkins, por exemplo, é associado à cor azul.


Ao longo do caminho, Dorothy acaba ganhando novos companheiros, que também estão em busca de algo.

O Espantalho (Scarecrow), que precisa de um cérebro.

"Anyone would know that," said Dorothy.
"Certainly; that is why I know it," returned the Scarecrow. "If it required brains to figure it out, I never should have said it."

O Lenhador de Lata (Tin Woodman), que deseja um coração.

"Oh, I see," said the Tin Woodman. "But, after all, brains are not the best things in the world."
"Have you any?" inquired the Scarecrow.
"No, my head is quite empty," aswered the Woodman. "But once I had brains, and a heart also. So, having tried them both, I should much rather have a heart."

E o Leão (Lion), que busca coragem.

"What makes you a coward?" asked Dorothy, looking at the great beast in wonder, for he was as big as a small horse.
"It's a mystery," replied the Lion. "I suppose I was born that way. All the other animals in the forest naturally expect me to be the King of Beasts. I learned that if I roared very loudly every living thing was frightened and got out of my way."

Eu nasci assim, eu sou sempre assim...

O livro foi escrito com a intenção de ser um conto de fadas moderno, só que sem a presença de elementos estereotipados (como fadas, gênios, gnomos), segundo o autor. Existem criaturas fantasiosas, só que com um pezinho na realidade.

Fica bem clara a inspiração de Baum em "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll (e não só por a protagonista ser uma menina).

Na introdução, o autor também afirma que a ideia era puramente agradar às crianças, deixando de lado todos os episódios sanguinários, que eram frequentemente colocados nos contos para incutir alguma moral, assim como os pesadelos subsequentes. Porém, ele não foi muito feliz ao dizer isso, já que, apesar do sangue não ser citado, Baum faz muitas cabeças rolarem, além de ter colocado algumas passagenzinhas que fazem pensar.

"All the same," said the Scarecrow, "I shall ask for brains instead of a heart; for a fool would not know what to do with a heart if he had one."
"I shall take a heart," returned the Tin Woodman; "for brains do not make one happy, and happiness is the best thing in the world."
Dorothy did not say anything, for she was puzzled to know which of her two friends was right, and she decided if she could only get back to Kansas and Aunt Em it did not matter so much wheter the Woodman had no brains and the Scarecrow no heart, or each got what he wanted.

Totalmente altruísta essa Dorothy, hein?

Também existem alguns trechos engraçadinhos/bem-humorados.

"Have you brains?" asked the Scarecrow.
"I suppose so. I've never looked to see," replied the Lion.

(quem é que tem certeza, né?)

"Why don't you run and jump?" asked the Scarecrow.
Because that isn't the way we Lions do these things," he replied.
O jeito que eles fazem essas coisas.

Se você já leu alguma edição da HarperCollins, sabe que no início existe um prefácio (Life & Times) que fala um pouco sobre o autor, sua obra e época (tanto de vida, quanto de publicação/notoriedade), que, em geral, é bem interessante (sabia que Baum tirou o nome "Oz" do segundo de dois armários que eram etiquetados, pela ordem alfabética de seu conteúdo, como A-N e O-Z?). Só deixo um aviso: leia somente depois de ter lido o livro, ou você vai encontrar um grande spoiler.

Eu tinha curiosidade de conhecer a história que sobreviveu por tanto tempo, ganhou diversas adaptações (não que eu as tenha visto) e foi tão citada por aí. Porém, confesso que me decepcionei. Não sei se é a ressaca falando, mas a jornada da turma da Dorothy não é muito empolgante, nem os acidentes de percalço conseguem despertar o sentimento de nossa-o-que-eles-farão-agora-?. Os pontos altos são mesmo o início (a cena do tornado é bastante visual) e as aparições do Grande Mágico de Oz (The Great Wizard of Oz).

Ah, e como não poderia deixar de ser, como todo conto de fadas, moderno ou não, que se preze, ao terminar a leitura, é possível depreender, sim, algumas lições.

Moral da história: não há lugar como o nosso lar; tudo vai mudar, basta você acreditar.


Nota: As traduções presentes no texto foram feitas por mim, são livres e literais.

4 comentários:

  1. Ih, acho q não é ressaca, não... vc não é a primeira que eu conheço que achou isso. :/
    Já me disseram tb que para o livro ficar tão interessante e inteligente quanto dizem, você precisa ter um manual do livro, para interpretá-lo "corretamente"...
    Vai ver não era p/ ser ambicioso msm, mas "quiseram" colocar muitos significados ocultos e aí o pessoal cria expectativa... eu ainda tenho uma esperançazinha de gostar do livro, quem sabe um dia eu leio :)

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  2. Essa é uma daquelas histórias que a gente conhece mesmo sem nunca ter lido ou visto. Nunca me interessei em ler e sua resenha também não foi muito empolgante. Essa ressaca!

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  3. É mesmo (apesar de que eu só sabia que tinha um espantalho querendo um cérebro, um homem de lata em busca de um coração e um leão covarde que precisava de coragem).
    Eu tinha curiosidade pra ler, mas acabou não sendo nada empolgante mesmo... ainda me pergunto "como sobreviveu por tanto tempo assim? u__u " e não sei se é por culpa da ressaca.

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  4. É, não me empolguei com ele mesmo...
    Sei lá, esperava algo mais do livro e logo de cara me deparo com o autor falando "não tentem achar significados ocultos porque eles não existem"...
    Mas é como eu disse, sendo essa a intenção do Baum ou não, dá pra identificar sim algumas coisas - eu só não comento pra não dar spoiler ^^
    Ainda assim, não me arrependo de ter lido, acho que valeu pra alguma coisa (nem que tenha sido só pra conhecer o que de fato acontece na história rs).

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