segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Esquisitices

Acho incrível como algumas coisas ficam na memória.

Por exemplo, não consigo comer ervilhas sem me lembrar do Policarpo Quaresma.


(Ir)relevante

Não sou cega. Percebo os defeitos. Furos, personagens incongruentes, lapsos temporais, etc. Mas se algo me cativou, ah, eu perdoo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Teorema

A probabilidade de você se afeiçoar a um objeto material é inversamente proporcional à probabilidade de um objeto material se afeiçoar a você.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Coisas que me desanimam a escrever

Caption this picture1) Gente que me cita sem citar.

Tipo: alguém foi muito feliz em dizer que...
Oi, eu sou Alguém, muito prazer.

2) Gente que me usa como"referência".

(Também denominado "mal de ensino médio")
Lembra quando você tinha que fazer uma dissertação e junto com o tema vinham uns textos? Então, não era pra você pegar todas as ideias e "escrevê-las" de outro jeito. Não? Não. Era pra você ler e formar sua opinião sobre o assunto. Concordou com o que tá escrito lá? Ótimo, até pode incluir algo parecido, mas coloca mais umas duas ideiazinhas mequetrefes do seu próprio repertório. Senão vira um resumo ou ao menos não pega só o meu texto, fica muito na cara.

3) Control cê, control vê.

Esse já tá batido, né, convenhamos.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Colored Pencil Painting Bible – Alyona Nickelsen

Como toda criança (de novo essa história?), eu sempre gostei de desenhar. Tenho cadernos e cadernos que comprovam isso.

E como quase todo mundo quando cresce, também dei um certo tempo do papel e lápis. Só que eu nunca desisti totalmente. De vez em quando me pegava rabiscando por aí.

O que resultou em eu conseguir fazer desenhos inteligíveis todo mundo queria meu caderno de desenho técnico. Mas eu não estava feliz com eles. 

Para mim, eu tinha atingido um teto.

Veja bem, minha "técnica" de desenho era simplesmente: olhar e tentar fazer igual. Ou seja, eu não tinha uma técnica. Não tinha estudado o assunto. Frequentemente me deparava com problemas que eu não sabia como resolver. E ficava frustrada.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Uma maçã por dia – Joe Schwarcz

An apple a day keeps the doctor away é uma frase extremamente popular lá fora. Aqui ela não é tão popular assim, também "uma maçã por dia mantém o médico longe" não tem o mesmo apelo (cadê a rima? Tradução = tchau, musicalidade), mas será que ela é verdadeira?

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Exigências da vida moderna - Luis Fernando Verissimo

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O poder dos Quietos – Susan Cain

Elvis Presley
Não foi nada fácil escrever este texto ando sem inspiração, como dá pra ver pela falta de posts. Mas fiz o possível simplesmente porque o assunto é importante. Eu também queria dar um tom menos sério, mais bem humorado, mas isso aqui foi só o que saiu :P

O poder dos Quietos virou meu livro favorito de todos os tempos da última semana.

Não, você não leu errado.

Vou mais além: O poder dos Quietos é um livro que deveria ser obrigatório para todo tipo de educador (pais, professores, líderes religiosos,...). Na verdade, deveria ser obrigatório para qualquer ser humano. Num mundo ideal, isso não seria necessário. Só que nós não vivemos num mundo ideal.

Como eu sei que nem todo mundo se importa leria um livro obrigatório vou dizer outra coisa: O poder dos Quietos é um livro para quem quer entender melhor como as pessoas funcionam. Para quem quer saber por que agem como agem. Por que são diferentes umas das outras. E por que isso é bom. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ironias da vida


- Propaganda enganosa ser crime, mas horário político ser obrigatório.

- Reclamar que todo político é ladrão, mas não pensar duas vezes antes de perguntar pro guarda se dá pra dar um jeitinho pra evitar a multa.

- Dizer que spam é chato, mas fazer divulgação em massa.

- Estar rodeado de gente, mas se sentir sozinho.



- Não gosto de falar de mim, mas tenho um blog.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Metalinguístico

Não, eu não sou um blog fantasma. Pode acreditar: nada de arrastar correntes por aí.

Acho que já estava na hora de esclarecer as coisas, sabe? Não é muito legal ser mal-interpretado... ainda que seja divertido, na maioria dos casos.

O que eu sou, na verdade, é um zumbi: quando você menos espera, apareço pra puxar o seu pé.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aprendiz de feiticeiro / Espelho mágico – Mario Quintana


Acho que ler poesia é a coisa mais perto que existe de amor à primeira vista.

Você lê o poema pela primeira vez e acontece algo. Ou não.

Ou toca, ou não toca.

Aí é que tá o problema.

O poema
O poema é uma pedra no abismo,
O eco do poema desloca os perfis:
Para bem das águas e das almas
Assassinemos o poeta.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quod erat demonstrandum

Minha mãe me acusou de só ter livro dark

Fiz minha melhor cara de indignada e passei a próxima meia hora encarando minhas estantes numa tentativa frustrada de poder casualmente balançar algum exemplar tem que ter alguma coisa pelo amor de Deus! na frente dela com ar de superior (só pra constar, eu não ia gritar AHÁ! - isso seria muito extremo).

Mas não pude. 

Então decidi que minha próxima aquisição será Anna and the French Kiss













terça-feira, 5 de março de 2013

A Tale of Two Cities – Charles Dickens

Liberty, equality, fraternity, or death; — the last, much the easiest to bestow, O Guillotine!

*fecha o livro e encara*
– Ué, não vai mais ler?
– Não.
– Alguém morreu?
– Não.
– É ruim assim o livro?
– Não. Muito pelo contrário: é muito bom. Mais que muito bom. Um dos (se não o) melhores livros que eu já li na vida. E olha que nem terminei de ler pra dizer isso. O Dickens é realmente bom. MUITO bom. Sério. Ele consegue fazer crítica social com bom humor. Satiriza a coisa toda, coloca História (sabe, aquela com letra maiúscula) no meio, sem deixar de ser engraçado. É trágico e cômico. E ainda acrescenta um certo drama. Fala de coisas sérias conseguindo provocar risadas. E ainda dá umas lições de moral no meio de tudo. E escreve super bem. Ele sabe exatamente como manipular a linguagem. Até os títulos dos capítulos são incríveis. E... olha como começa, é um dos melhores começos que eu já vi: 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Como fazer um romance policial contemporâneo

Todo mundo sabe que a vida só passa a fazer sentido quando plantamos uma árvore, temos um filho e escrevemos um livro.

Pensando nisso, desenvolvi esse super manual, para que você possa cumprir pelo menos um dos seus objetivos de vida se aventurando no mundo do suspense. Não vai perder essa oportunidade única, né?

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