quarta-feira, 17 de julho de 2013

Colored Pencil Painting Bible – Alyona Nickelsen

Como toda criança (de novo essa história?), eu sempre gostei de desenhar. Tenho cadernos e cadernos que comprovam isso.

E como quase todo mundo quando cresce, também dei um certo tempo do papel e lápis. Só que eu nunca desisti totalmente. De vez em quando me pegava rabiscando por aí.

O que resultou em eu conseguir fazer desenhos inteligíveis todo mundo queria meu caderno de desenho técnico. Mas eu não estava feliz com eles. 

Para mim, eu tinha atingido um teto.

Veja bem, minha "técnica" de desenho era simplesmente: olhar e tentar fazer igual. Ou seja, eu não tinha uma técnica. Não tinha estudado o assunto. Frequentemente me deparava com problemas que eu não sabia como resolver. E ficava frustrada.

Sempre admirei o realismo.  E era o que eu almejava conseguir, ao menos em uma certa extensão. Sabia que não atingiria o hiper realismo, simplesmente porque eu nunca me dedicaria o suficiente pra isso. Então, descobri que era possível obtê-lo usando lápis de cor, que era um meio não muito intimidante pra quem nunca estudou nenhuma técnica e que eu já tinha me aventurado um pouquinho no "olhômetro" mesmo.

Então, resolvi comprar um livro sobre o assunto.

Minha última aventura antes de comprar o livro. E a comprovação de que não sei tirar foto direito.

O próximo passo era decidir que livro comprar. E aí entrou a boa e velha internet. Procurei bastante. Li resenhas e mais resenhas (Amazon, Book Depository, Google books, Goodreads...). E TODO MUNDO recomendava o livro da Alyona Nickelsen.

Então, lá fui eu.

Essa foi minha primeira compra no Book Depository. Pra quem se interessar em saber, vou contar um pouquinho como foi. Pra começar, não tem rastreio, então você tem que acreditar que tá vindo. No fim, demorou exatamente 1 mês pra chegar, mas chegou em perfeito estado (viu submarino?). Ficou mais caro do que eu esperava (variação do dólar, imposto do cartão), mas bem mais barato do que se eu tivesse comprado por aqui. E também mandaram junto um marca-páginas engraçadinho (mostra as calorias gastas em diversas atividades) que eu não esperava. Resumo da ópera: compraria de novo lá sem pensar duas vezes.

Bem, voltando ao assunto: o livro chegou. O LIVRO mesmo, né, já que é a "bíblia da pintura com lápis de cor", certo? Aí é que tá, o título foi pretensioso demais, e não correspondeu às expectativas, ao menos para mim.

Basicamente o que a Alyona faz em grande parte do tempo é ensinar as técnicas que ela usa. O que significa: ela só mostra o uso do papel que ela gosta, do lápis que ela gosta, do solvente que ela gosta, do tema que ela gosta. Veja bem, ela até comenta, na introdução, que existem diferentes tipos de papel, de lápis, etc, mas todas as técnicas e exemplos dela são uma combinação de um pedaço de fruta/planta/objeto com papel branco (Stonehenge) com lápis de cor a base de óleo (Prismacolor) com solvente (OMS). E ela usa photoshop para fazer o contorno dos desenhos (e mais algumas coisas). O que eu confesso que acho bem estranho - eu gosto/sou adepta de freehand drawing (desenho à mão livre).

Que fique claro que não quero desmerecer o seu trabalho, mas pra mim não dá pra considerá-lo "arte tradicional". Já vi coisas incríveis feitas no photoshop, por exemplo, e, sim, tem todo o valor como arte, só que não é um meio "tradicional", é "digital" ou, em determinados casos, um meio misto - ao meu ver,  já disse que não estudei essas coisas, então não sei o que é considerado o que de verdade.

Mas, sim, aprendi algumas coisas. Eu não sabia nada sobre composição, sobre diferentes tipos de luz, ou sobre como combinar cores diferentes para fazer outras (além do básico vermelho + azul = roxo, azul + amarelo = verde, vermelho + amarelo = laranja). Nem sabia que o "grau" de claro/escuro é chamado de valor.  Mesmo com a autora não se aprofundando muito nessas questões, pra quem não sabia nada foi um ganho considerável.

Coloquei meu último desenho antes de ler o livro ali em cima pra poder comparar com o quanto(?) melhorei depois de ler, na medida em que isso é possível. Ele foi feito em papel kraft (aquele marrom baratinho mesmo =P), com lápis de cor aquarelável da Faber Castell.

Minha última aventura em preto e branco. Até que eu acertei os valores.

Depois de descobrir a existência da escala de valores, tirei uma foto em preto e branco pra ver o quanto eu tinha acertado, e acho que fiz um bom trabalho nesse quesito.

Também quero aproveitar pra exemplificar o ponto que comentei antes: a meu ver, tanto o primeiro, quanto o segundo desenhos são obras de arte (sem pretensão, só não achei outra forma de dizer isso) minhas. Só que uma é tradicional (a colorida, obviamente, porque só usei papel e lápis ali) e a outra, creio eu, é mista (porque usei papel, lápis e um filtro pra deixá-la monocromática). E tanto uma quanto a outra tem seu valor (até acho que prefiro a segunda).

Como este é um livro de arte, eu queria tirar pelo menos uma foto de alguma técnica ou da descrição do exercício pra mostrar, mas não sei se eu não estaria infringindo algum direito de copirraite, então achei melhor não fazer isso.

Em todo o caso, eis o exercício número 1 feito por mim aqui em baixo. Onde disse "feito", leia-se "adaptado": usei papel sulfite (sério), lápis aquarelável (além do tipo diferente de mina, as minhas cores não são iguais às que são ditas para serem usadas nos exercícios - eu tive que procurar algumas delas no Google: alguém aí sabe que cor é mulberry?) e nenhum solvente ou photoshop. Eu ia tirar foto do passo a passo, mas quando percebi já tava assim.

Isto não é uma pera.

No fim das contas, Colored Pencil Painting Bible não é um livro ruim, mas se eu soubesse o que ele realmente continha, não teria comprado: teria procurado outro que correspondesse mais àquilo que eu buscava.

Ainda assim, recomendo o livro pra quem gosta de natureza morta, quer investir no material mesmo que tenha que vender um rim pra isso e não se importa em usar solvente e alguns artifícios digitais.

Quanto a mim, encerro minha cota de livros de arte. A menos que o Mário Freire resolva publicar o dele.



7 comentários:

  1. Raphaella, eu não sei desenhar um ponto... sério, sou péssima! Eu bem que gostaria de ter habilidades manuais, mas acho que nasci com duas mãos esquerdas e sou destra com força! hahahahahaha


    Adorei os seus desenhos *-* Mas, honestamente, não consigo ver como o segundo está melhor do que o primeiro (era para estar, certo?!)...


    Beijos,
    Nanie

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  2. Hahahaha!
    Desenhar é uma daquelas coisas que parecem impossíveis, mas que, como quase tudo, melhora com a prática =) (o que às vezes é frustrante, eu sou a primeira a concordar - não podia ser igual, sei lá, Matrix, que a gente "baixa/instala" as coisas na cabeça? hahaha).


    Obrigada, Nanie! :D
    E gostei de saber que o 2º não está melhor então (não necessariamente ^^)!


    Bjs!

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  3. hahahahah se pudesse instalar, eu recorreria a esse método! Rs


    Então... eu não sei dizer se está melhor >< Não que eu ache que está pior... sei lá, só são muito diferentes para que eu saiba dizer se está melhor ou não... E eu meio que gostei muito mais do panda do que da pera ^^ hahahah Mas é que pandas são mais interessantes do que peras \o/

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  4. ^^


    Sem dúvida pandas são mais interessantes do que peras xD
    Uma das coisas que menos gostei no livro foi isso, a autora só usa "coisas" (pera, laranja, cereja, papel amassado,...) :/
    Qual a graça de desenhar papel amassado? :S

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  5. Raphaella, realmente desenhar papel amassado não parece algo lá muito interessante >< hehehehe

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  6. Ei Rapha,


    Bom, eu desenho uma menina com um traço sabe? e até meu coração é torto... hahaha. Então achei sua pêra tãooooo linda, e o ursinho então nem se fala hehe.
    Adorei saber mais sobre o assunto, nunca tinha lido nada sobre desenhos.
    bjs

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